Dia Mundial do Trabalho Decente gera manifestações sindicais pelo País

Brazil (South America)

Dos 2,9 bilhões de trabalhadores no mundo, cerca de 40% atuam na informalidade; movimento sindical global promove atos neste 7 de outubro, o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Precário; metalúrgicos de Curitiba e comerciários de Porto Alegre realizam atos pela valorização da dignidade humana e o desenvolvimento econômico /// Neste Dia 07 de Outubro, Sindicatos e organizações de direitos humanos do mundo inteiro lembram o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Precário e a necessidade de lutar contra formas de trabalho que atentam contra a dignidade humana e o desenvolvimento nacional. Ainda em pleno século XXI persistem no mundo práticas que deveriam envergonham a sociedade globalizada pois tratam o ser humano como coisa descartável. Diante desse quadro faz-se urgente o combate a essas situações, tanto através da denuncia, como nas ações de pressão juntos a governos para atuarem para eliminar essas condições.

No Brasil, o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e a Força Sindical do Paraná e seus Sindicato filiados tem intensificado a luta contra o trabalho precário. “O combate a formas de trabalho indignas é um dos pilares do movimento sindical. Apesar de termos avançado muito no combate ao trabalho precário no Brasil, ainda temos uma longo caminho a ser percorrido. É uma luta diária, constante e que não acaba.”, diz o presidente do SMC, Sérgio Butka.

Ao longo dos últimos anos e no dia a dia são organizadas várias ações e protestos para exigir a instituição de uma agenda do trabalho decente que vise a preservar o trabalhador e a sociedade dos males do trabalho precário. Relembre:

– Luta contra o projeto que amplia a terceirização: o combate à terceirização é uma das principais bandeiras do SMC e da Força. Essa luta se intensificou ainda mais quando surgiu, em 2004, o PL 4330 (atual PLC 30), que quer transformar todos os trabalhadores em terceirizados. Desde então, foram organizadas vários protestos e paralizações em porta de fábrica, audiências públicas, abaixo assinados e uma série de ações visando denunciar os malefícios do projeto que, segundo o Ministério Público, se for aprovado vai ser uma tragédia para os trabalhadores brasileiros

– Luta contra o assédio moral, sexual, práticas antissindicais e racismo: O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba atua fortemente para combater o assédio moral e sexual nas empresas. São várias ações de conscientização, protestos, greves e denúncias no Ministério Público. A mobilização dos trabalhadores também é forte para conter as práticas aintisindicais perpetradas

– Luta pelo fim do amianto no Brasil: após pressão da Força e do Sindicato, Curitiba e São José dos Pinhais já baniram o amianto, mineral que mata milhares de trabalhadores em todo o mundo. A luta continua para estender o fim do mineral em todo o Brasil

– Luta pelo trabalho decente: Diversos diretores da Força e do Sindicato integram conselhos junto ao poder público, nas empresas e em organismos internacionais visando trabalhar no fortalecimento de uma agenda de trabalho decente com a elaboração de projetos e propostas que tragam melhorias nas condições e no local de trabalho para preservar a saúde e a integridade do trabalhador. Além disso, o Sindicato atua firmemente pelo fortalecimento das Cipas nas fábricas.

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Força Sindical - mayra.castro@csa-csi.org

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